Thursday, June 28, 2007

5 minutinhos de alegria

Como eu já falei de uma quarta-feira regada a expressos do demo, não iria ter graça falar de mais um dia que eu peguei o transporte alasca - Rodoviária Barra - que faz no RJ um trajeto com graus celsius negativos. Veja bem, negativos. E que o único lugar vago (PÃ-NÃ) era o sacolejante assento sem apoios do meio do ônibus, onde ao meu lado sentava uma surda e seu poderoso fone de ouvido todos_os_watts. Já fiquei do lado de uma caixa de som com todos os seus "brum brum brum", mas, CARALEO, a mulher era/vai ser/muito em breve literalmente surda pelos seus delírios auditivos. Encerro minha dor de cabeça por aqui e falo de meu devaneio sobre mitos corporativos da hora do almoço. Sem pudores, vamos lá?

Para mim, lugar de cagar é em casa. Hora de cagar, é tipo 3:42, 10:17, 5:02. Agora, como se faz quando o ambiente que você trabalha não sabe dessas coisas? Nada, você se fode e encara o cheiro.
Sempre chego do almoço e logo após passar o cartão do ponto, sem dizer "oi", já vou escovar meus dentes. Essa rotina não se baseia somente na minha maluquice por escovar os dentes, mas amigos e jeosuis de nazareth, existem pessoas aqui na empresa que literalmente cagam pros outros na hora do almoço. 1 e poco, logo após todos voltarem de barriga cheia pra empresa, cheio dos assuntos, vem sempre um "com nariz entupido" e resolve soltar a herança* lá no ÚNICO banheiro masculino da empresa. Além de único, ele é tipo um cubinho sabe, daqueles apertados e que simbolicamente tem um bom ar em cima da privada, sabe?

Continuando, esse ser desprovido de olfato larga o órfão* lá em plena maior fila de escovar os dentes de todos os tempos E demora horas fazendo a arte*. Quem está na fila, observa o time goes by so slowly, e sempre fica pensando porque raios a pessoa está demorando mais de 5 minutos para escovar o dente. Ora, meu caro, ele demora mais de 5 minutos no banheiro, nada mais nada menos, porque ele está colorindo o vaso*.

Como já disse, a prática do abandono* eu não costumo praticar aqui perto dos meu co-workers. Não gosto de ser o centro das atenções ao sair do banheiro e ver aqueles semblantes enigmáticos me fitando. Eu sempre olho estranhamente pro pai do recém-nascido quando ele larga a bomba*. Sempre. Porque ele nuca vai sentir o cheiro da criança, nunca vai ver os resquícios da obra, não se incomoda com a criação própria, nunca, nunca...

Semana passada eu estava na fila. Odeio filas. Fila pra escovar o dente enquanto tem um cara não-escovando-o-dente-e-sim-fazendo-outra-coisa* é uma das piores filas que eu já enfrentei na vida, incluindo tentar pegar autógrafo da Xuxa, maldita, em um show quando pequeno. Ainda dói. Mas enfim, deu 1, deu 2, deus 3 horas da manhã, companhia comendo no centro e nada da desocupação do trono coletivo. Nada. Já desanimado, quase voltando pro meu trono, escutei a porta abrindo e a mufa disfarçada de bom ar nos dando boa tarde amiguinhos. Meu olho lacrimejou. O ex-rei da poltrona sai e eu quase consigo sentir um certo orgulho em sua face. Ele solta um riso. Filho da puta, ele sorriu da pra mim. Respondo com um olhar, prendo a respiração e adentro ao inferno para escovar meus dentes. Ainda bem que arrependimento não mata. Nem cheiro.

*cansei de falar cagar, as meninas não gostam

obs:
Adivinha em qual dia da faculdade que fiquei atrasado e que vou ter que perder mais 1 semana de férias?

Monday, June 18, 2007

Observações peculiares

Cá estou numa segunda-feira. Problemas a parte, vamos observar detalhes de um interessante trajeto faculdade-casa. Vamos lá amiguinhos?

457, ponto final, sair mais cedo da facul, essas coisas tipicas de um lindo dia que não se situa no meio da semana. Normalmente o trajeto leva pouco menos de uma hora - ponto final, porta de casa - e quase nunca é ocupado por coisas esquisitas, quase nunca.

Em Copacabana aquele lugar a beira mar, ex doce lar da Sra. Renault Clio, entra um vendedor e começa a sua canção para uma platéia de todos sentados e muitos em pé. Nessa hora me pergunta que raios o vendedor acha que vai vender, porque eu dava meu braço esquerdo apostando que ele não iria conseguir passar por ninguém.

Aí, meio que vendo e num vendo ele, surge A VOZ. Caixa alta e negrito.

"Boa noite senhores, vocês sabem o que é um ebook?"

Peraí, peraí P-E-R-A-Í. E o meu "desculpe interromper o silêncio da sua viagem"? Cadê? E me chamando de burro. Vendedor, são 9 e pouco. Num fode vendedor.

"(...) bla bla bla bla, whiskas sachê, vocês sabem que nesse cd cabem mais de 20 livros"

Amigo, num fode. Minha vida cabe num cd. E Heroes cabe em 2 dvds, HA!

E começou a falar sobre a evolução da internet. 10 minutos. E como os livros se transportaram pro cd. 20 minutos. E como no seu maravilhoso produto eu vou poder encontrar a fonte de todo o conhecimento que contém: a Bíblia com todos os seus capítulos, versículo, trapículos e mucho más; um clipe re-vo-lu-cio-ná-rio que mudou a vida (?) de muita gente que se chama "filtro solar"; A música que MUDOU o mundo nos anos 80 que se chama wiÁr de uou*; E a versão de "quem mexeu no meu queijo", em desenho animado.

Mais impressionante do que o produto é a porra do poder absurdo desse vendedor chato de voz irritante de, em mais de 30 minutos, fazer com que eu não passe de 1 página do livro que eu to lendo e to achando muito legal, by the way. Corno safado. Sei da maioria dos livros que esse puto tava vendendo, mas num sei se nietzsche chorou.

"E vocês sabem quanto custa essa maravilha do mundo moderno?"

MARAVILHA DO MUNDO MODERNO? Num fode profeta, num fode.

Pela bagatela de 5 reais eu acho que meia dúzia de 2 gatos pingados ajudaram o carinha lá, após sofríveis 30 minutos. Pessoas, 30 minutos. 1 página.
Agora COMO que alguém compra um cd sem saber que ele funciona, sem garantia sem porra nenhuma? Só sei que compraram após ele fazer pequenas observações.

"Com 5 reais vocês não bebem 2 chopps"
calúnia. Bebi 2 por 4 reais hoje. Viva as segundas
"Com 5 reais vocês não compram um livro no sebo"
mentira. Livros ótimos por 2,90, uma pechincha
"Com 5 reais, amigos, vocês não fazem um lanche no bob´s"
injúria. E o menu de 3,45 ???


Acho que quando ele desanimou, porque ninguém olhava pra ele, tadinho, ele saiu e falou: "Quem quiser algum prospecto sobre os serviços que eu faço como técnico de informática, além de vender esse maravilhoso cd, pode pegar aqui comigo". Meirmão, se eu pudesse eu num pegava nem ônibus com você, mas isso é só um detalhe.

Agora, mais uma obs. Numa quarta-feira, eu aposto o meu braço direito como esse percurso duraria 3 horas, o cara seria gago, estaria vendendo enciclopédias de papel E eu estaria em pé. Amo um bom começo de semana, ô!





*We are the world. Morra de inveja Assolange

Wednesday, June 13, 2007

550 Km

Sem bla bla blas,

Dá pra fazer 3 filhos, malhar, jogar futebol, ir pra cabo frio e voltar, ver titanic iéc, ler harrypotter 2093801298309829 páginas, pintar a capela sistina, assistir as aulas de faculdade, fazer digestão, andar até copacabana um bom lugar a beira mar, ver o season finale de LOST só aqui no axn, ir pra curitiba e voltar de avião, ter 2 aulas de calculo, 3 de yoga, ter 12 momentos de 15 minutos de fama, ter 2 almoços de sexta, aqueles que demoram mais, EM 3 HORAS!

Mas pergunta se dá pra ir da Barra até a minha casa, numa quarta-feira, planejada com antecedência para ser palco da melhor matada de aula da semana, heim heim heim?

"550 Km. 550 Km. Para um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 Km." EU juro que quase escutei alguém cantando isso no ônibus, cujo motorista foi quase ovacionado ao entrar na Linha amarela. Nunca vi ninguém tão querido. O 690 é o ônibus do demo 2. O do demo é o 234 e essa fama ninguém tira dele. As pessoas que utilizam desse coletivo são sagazes. Já ouvi dizer que tem gente que pega ela duasveiz (do meu ponto até o final e volta) só pra não ir em pé nele. Alguns já entram e tomam 10 minutos de sol na cara, só para evitar os próximos 20 de pura soleta.

Enfim, hoje eu estagiário-de-6-horas-corno-mor, planejei sair pouco antes do horário bombation máximus para ir pra casa, ver tv, coçar e tomar aquele banho, não necessariamente na mesma ordem. Antes de entrar no expresso do mal nº 2, vi a concentração de gente lutando por um lugar ao sol das 5:30. Nunca vi tanta pressa pra entrar num ônibus e garantir um lugar, mas rapidamente entendi o porque. Quando o último passageiro corno entrou, eu, consegui pegar aqueeeeeeeeeeeeeeeeeele último lugar, aquele que ninguém pega, aquele que quica, aquele. Fiquei no vem que vem que vem quicando, panã-panã-pam-pam que não tem lugar pra segurar. E assim fiquei por quase 3 horas, até trocar de busun.

CARALEO, time goes by so slowly, madonna me mata de orgulho. Quase uma profeta

Aí, no meio dos minutos mais longos da minha vida, vem alguém e fala:

-"Aí Piloto, vai dexá passá?"

seguido de:

-"É piloto, deixa-passá-não"

Quando saio do transe pelas quase 20 páginas já lidas, me pego observando a parte em pé do coletivo totalmente puta com o 690 irmão, passando ao lado, VA-ZI-O ou VA-ZIO (Beijo tia da 1ª série, beijo), e sua saída/cortada estratégica pela esquerda em cima do meu, do seu, do nosso ônibus. Além de putas, elas ficaram revoltadas e começaram a gritar com o querido motô (motô pros intimos) porque o motô (gostei da palavra) foi gentil e deixou o irmãozinho passar. 3 pessoas pediram pro motô (L) abrir a porta e foram procurar conforto no 690 irmão. Saíram do ônibus xingadas de burra pra baixo, coitadas. Algumas horas depois, várias praticas de amizade já tinham acontecido no ônibus. Eu já não continuava mais com a leitura porque o zum zum zum tomava conta do local. Pessoas em pé trocavam receita, pessoas do outro lado falavam mal da trajetória do 690 e PASMEM, o cara do meu lado falava sozinho. Mas eu não tô pasmo porque eu sempre atraio malucos.

Aí, mais tempo depois, o zum zum zum deu lugar pro "Aeeeeeeeeee". Um ídolo nasce e eu o batizo de motô. As pessoas batiam palmas pra ele. Palmas para o motô. O ônibus andava a 10 por hora, motivo de descontração total. Adorei. Nunca gostei tanto de andar a 10 por hora no ônibus. E depois, a 10 por hora fomos até o local que eu peguei o próximo ônibus, e em mais 20 minutinhos cheguei em casa.

TRÊS HORAS! 3 ônibus!

Mas ok né.
Pelo menos não fui eu que tive a casa inundada por canos estourados malignus
To feliz até.

Monday, June 11, 2007

Viroses malignas

Hoohhohoh

Antes que as 3 pessoas que lêem issáqui pensem "Porque raios esse molóide começa um post rindo" eu digo: Porque o senior aqui, malandro, senta a mesa, e finge escrever um e-mail giga pra alguém. Mas sabe quem perguntou por você? Nin-guém, pã-pã-pã-pããããã. Só o fato de poder atualizar aqui do trabalho me dá alegrias nesta sexta-feira corna.

Semana passada, a primeira semana curada da ressaca do demo de quarta, que me deixou sem pc por semanas, foi fechada com uma frase da redatora achando que estava gripada. Devidamente ignorada, conseguimos curtir o final de semana sem percas na saúde, já que eu sento do lado dela. Segunda de manhã a tosse invade o meu ser (sem besteiras), seguida de febre e uma surra no corpo bizarra. Tamanho mal estar me causou uma ida ao médio, que me receitou um dia de folga regado a dvds, tylenol e muito liquido.

Após o dia de folga, quarta-feira, voltei a trabalhar com dores no corpo, 38 de febre e muita dor de cabeça. O resultado disso foi uma saída forçada 3 horas antes de acabar o expediente por motivos de força maior. Ok, ninguém é de ferro, mas eu bem que poderia imendar na minha cama os 3 dias né? E a culpa é de quem?

Update:
Além dos dias de trabalho no inferno, ainda passei o final de semana em casa sem sair. SEM SAIR. E hoje, 2ª, ainda tusso do verbo catarro. iéc.

Wednesday, May 23, 2007

Pintura íntima

Companheiros e companheiras e Lula.

Passeeeeeeeeeeeeei. Passei a Tocha pra mais alguém. Aliás, 2 tochas. Hoje, a primeira, foi a Iustríssima, coitada. Pagar calcinha de big vargem atéééé um "bom lugar pra passear copacabana" não é legal. tsc tsc tsc. E ainda me perguntam, as vezes, assim... mentira, ninguém me pergunta, mas caso me perguntassem o porque que ando de cabeça baixas as vezes, eu responderia na cara dura: estou checando meu zíper, obrigado.

Eu tinha, do verbo ainda tenho e está lá no meu armário, uma calça que tem problemas de fecho. Ela não fecha. Já fechou muitas vezes, mas nas ultimas vezes em que ela foi solicitada, ela cismava em compartilhar um pedaço de mim para o grande público. Logo, tenho a manha e deixo a dica: Always look dpra baixo, always.

Detalhe que, e a namorada do boneco de massinha ainda pode ilustrar melhor que eu, nessas horas de desaperto e exposição, as calças fazem uma bela moldura para que as pessoas te analisem. Vira até um quadro, uma obra de arte, um Picasso. Parei de fazer piadas infames. Mas resumo ao dizer que entendo e compartilho da dor da periquita exposta. Minha primeira pergunta foi sobre a beleza da obra - a calcinha era bonita - e a segunda foi sobre a dimensão do quadro - uma mão pequena fechada. O bom é que passa né, mas passa bonitamente e pequenamente e assassinando-o-portuguesmente.

Mas só pra reafirmar a condição do maldito dia, a segunda tocha eu nem queria passar, mas hoje foi enterrada a avó de um amigão meu. Ela morreu terça. Mas ficou no caixão, fechada, entrou na gavetinha, foi colocada pra dentro (sem trocadilhos, mas enterrar pra baixo é coisa do passado) e pasmem, CIMENTARAM a gavetinha, numa quarta-feira. Enterros a parte, só mais ter a obra prima exposta do que ser enterrado. E a missa de sétimo dia, quando ? Quarta. Tadinha...

revolta de leve.

O garoto da senha esquisita cedeu o template de luto para reclamação de velma, já que as bolinhas do meu template não traduzem o meu humor de 'cúérola' de hoje. Veneceous percebeu que eu precisava malhar a mandingada num lugar exclusivamente reservado para esse propósito. Pois bem, vamos lá. Vejam o desespero dessa pequena pessoa convidada que vos fala.

Eu comecei o dia com o Jorge Vacilo na MPB fm cantando a música do abismo-não-sei-das-quantas. Foi um susto só. Estava eu sonhando com alguma coisa que eu não lembro mais o que, contente da minha vida, sono de beleza blábláblá, e de repente não mais que de repente, sou surpreendida ainda com o dia porvir, pelo homem aranha, a via láctea, os dinossauros e suas peripécias, no volume mais alto possível e imaginável. Pulei da cama com um grito, completamente assustada, com o coração perdido (?) num mar de desespero. Corri loucamente pra desligar o bendito do radinho. Desliguei. Voltei pra cama. Realizei que não adiantava mais o lance de voltar pra cama, já que eu, no fim do mundo, tinha que preparar roupas corporativas para hoje, quinta e sexta, coisa difícil quando se tem duas casas com dois armários e quilos extras que fazem com que se tenha que fazer milagre para ficar bem dentro de roupas P suas que não cabem mais pq vc já to no M master perigando pro G e ainda tendo que checar a lista com oitocentas mil coisas que eu não posso de jeito nenhum de maneira e em hipótese alguma esquecer de carregar. Depois de preparar a mala do Demo, criei coragem e tirei forças do meu âmago (?) pra tomar AQUELE famoso banho gelado matinal. Pra completar, as toalhas de banho lá de casa, sumiram por completo, sabe lá Jesus o porque. Isso pra variar, é o tipo de coisa que acontece na minha ausência, as coisas somem e nem meu pai nem meu irmão sabem o que aconteceu. Tomei banho e usei toalhas de rosto. Três, pq eu sou grande, apesar da Garota do cabelo legal achar que eu era pequena. Banho do demo tomado, recolhi minha insignificância e peguei a van dos infernos, rumo ao purgatório corporativo. Tudo muito bonito. É aí que eu abro o último parágrafo.

Eu sou coisa bonita e elegante, modéstia parte. Mas chamar atenção de todos os transeuntes da rua estava começando a incomodar. E foi aí que ao me olhar no espelho do escritório realizei o inesperado - um belo de um rombo na calça jeans. Daqueles bem grandes. Aposto que foi mandinga do garoto, dono desse blog aqui, que ontem malandramente reparou um rasguinho no lado esquerdo da outra calça jeans de Uélma. Macumba dele ou não, o rombo tava lá, grande, enorme, chamativo, vergonhoso. Peguei agulha e linha resolvi o problema e abracei Jesus que agora me faz carinho na cabeça e me diz pra eu ter calma e paciência. Mas isso é acontecimento quartafeirístico, então não há mais nada o que fazer. A gente sempre faz torcer para que o dia passe logo, e o meio amaldiçoado da semana desapareça o mais rápido possível e de uma vez por todas. Amém. Grória a Deus, Jeosus de nazaré.

Agradeço desde já o espaço.

Velma.

Saturday, May 19, 2007

"A coisa aqui tá preta"

"Meu caro amigo me perdoe por favor, se não lhe faço uma visita. Mas como agora apareceu um computador, mando notcias nessa fita"

Ficar sem computador é uma merda.
Perder contato com pessoas distantes, por longos 10 dias, é uma merda.
Refazer muito trabalho de faculdade, porque tudo estava nessa metade amputada de mim, é muito ruim.

Agora, essa porra dessa merda dessa mandinga cair de acontecer numa quarta-feira, é muito pá miãm. Explico.

Minha rotina de corno é finalizada lindamente com o(s) espidódio(s) de Heroes que eu baixo, todo dia, pra acompanhar a série sempre e pra ter assunto com os sériemaniacos do trabalho. O corno insolente aqui foi durmir, numa terça, por volta das 11 e muito vendo heroes. Acordo de manhã e CADÊ do computador ligar??? cadê ??? Palmas pra Quarta-maligna-feira, a pior de todas as feiras, que mais uma vez venceu de goleada.

Ao longo do dia confesso que nem senti falta. Tenho pc no estágio, estava fazendo os trabalhos loucamente de tarde e também, ao chegar em casa as 11 e poco confesso que apagava lindamente. Caboft (além de estagiário, eu invento onomapéias).

Mas os dias se passaram. A metade afastada de mim acumulava pó. O seu pisca pisca não ligava. Tv sem tv a cabo não é tv. E o humor deu lugar pra cara fechada. E embora não goste de admitir, eu... ahm... eu preciso de um computador pra ser feliz. Pronto, falei.

De que jeito eu ia escutar as musicas mais legais do mundo sem ele ?
E ver os trabalhos das pessoas ? E ver as capas de revista que um dia eu penso em produzir ???
Computador é vida pá miãm. E parafraseando velma, sou pessoa infeliz sem ele. Coisa feia de se ver.

Mas those days are gone (tenta falar isso bêbado e rápido, praticamente impossível). Mesmo sem os tempos necessários para levar meu tamagochi ao médico, meu pai viu minha infelicidade e levou meu filho pra health center. 2 dias depois, obviamente não numa quarta-feira, o bom filho a casa torna. Meu sorriso voltou ao rosto, durmi vendo heroes ontem, já mexi no photoshop e minhas musiquinhas preenchem o silêncio dessa casa. Amém



Agora quem tem alguma dúvida sobre o poder de quarta-feira, maligna que só, sobre a minha vida, por favor pare de ler esse lamentoblog.
Tá em smallest pq eu num quero que ninguém pare de ler né.